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Rajoy confirma voto contra investidura de Pedro Sánchez

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SIM, MAS... Mariano Rajoy, o ainda chefe do Governo (de gestão), deverá ser convidado a formar Governo. Mas conseguir apoio parlamentar para ele é outra história...

ANDREA COMAS

De acordo com o “El País”, Pablo Iglesias vai declarar ao líder socialista que tem de escolher entre ter o apoio do Podemos ou manter-se com Albert Rivera e os deputados do Cidadãos

Na segunda jornada da votação de investidura de Pedro Sánchez para liderar o próximo executivo de Espanha, Mariano Rajoy não surpreendeu ninguém ao declarar que a candidatura do líder socialista com o apoio de Albert Rivera e do seu Cidadãos é “fictícia”.

A sessão, que está a decorrer esta quarta-feira no Congresso espanhol em Madrid, foi aberta pelo presidente do governo conservador ainda em funções, depois de Sánchez ter discursado na segunda-feira aos deputados, pedindo-lhes que evitem que o país volte às urnas.

Espanha está a atravessar uma crise política desde o final do ano passado, após os conservadores do PP ao leme de Mariano Rajoy terem falhado em alcançar uma maioria qualificada nas eleições gerais de 20 de dezembro que tornasse possível que continuassem a governar.

A pedido do Rei Felipe VI de Espanha, Sánchez manteve encontros com os líderes dos maiores partidos com assento parlamentar para tentar alcançar apoios a um governo socialista, mas apenas Rivera firmou um pacto com o PSOE, garantindo a abstenção dos seus 40 deputados eleitos na votação de investidura de Sánchez para viabilizar o novo governo minoritário.

Pelo contrário, tanto Rajoy como Pablo Iglesias, do partido de esquerda Podemos que ficou em terceiro lugar nas eleições, disseram ser contra essa união de forças. De acordo com o “El País”, Iglesias vai esta quarta-feira declarar no Congresso que, se Sánchez quer a sua ajuda, terá de abdicar de acordos com o Cidadãos e o PP de Rajoy. “O líder do PSOE não pode agradar a todos”, sublinhou já Iglesias.

Sem mais apoios para além do Cidadãos, é improvável que Sánchez consiga garantir a investidura, o que deverá empurrar Espanha para novas eleições gerais ainda sem data prevista.