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Internacional

Nações Unidas endurecem pacote de sanções à Coreia do Norte

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O embaixador japonês Motohide Yoshikawa, no momento em que falava aos jornalistas após a reunião do Conselho de Segurança da ONU. À direita, a embaixadora norte-americana, Samantha Power, e à esquerda, o representante sul-coreano, Oh Joon

BRENDAN MCDERMID/REUTERS

As medidas, aprovadas por unanimidade, são as mais severas em 20 anos. Uma resposta aos últimos testes nucleares e de mísseis realizados pelo regime de Pyongyang

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) impôs nesta quarta-feira um pacote de novas sanções à Coreia do Norte - as mais severas em 20 anos -, decisão que é uma resposta aos últimos testes nucleares e de mísseis realizados pelo país. A resolução, negociada durante semanas entre os Estados Unidos e a China, foi aprovada por unanimidade pelos quinze membros do Conselho.

As sanções representam um forte aumento da pressão internacional sobre o regime norte-coreano. Em matéria de comércio, são pesadas as limitações impostas, obrigando à inspeção das cargas com origem e destino ao país, uma tentativa de garantir o cumprimento das restrições.

Ficam ainda proibidos de entrar, em qualquer porto do mundo, os navios norte-coreanos que possam transportar bens proibidos, assim como será possível impedir voos de aviões suspeitos de transportar contrabando.

No lote de medidas aprovadas constam novas sanções financeiras contra bancos e ativos norte-coreanos, com alguns sectores económicos a serem particularmente visados, pela primeira vez, nomeadamente sendo estabelecidos limites ou mesmo proibições no caso de exportações de matérias-primas como carvão, ferro, ouro, titânio e outros minérios.

Entre sanções diplomáticas e um embargo total à venda de armas ligeiras, estas são, como assinalou esta quarta-feira a embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power, as mais severas restrições impostas pelas Nações Unidas em 20 anos.

Conforme declarou o secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Antony Blinken, as medidas deixam uma mensagem “forte e clara” ao regime de Pyongyang.