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Sánchez vai ao Congresso espanhol pedir que se evitem novas eleições

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SUSANA VERA/ Reuters

Líder socialista é o único a discursar esta terça-feira no Congresso de Deputados, delineando o seu programa de governo antes da votação de investidura de quarta-feira. Para já, conta apenas com o apoio dos 40 deputados do Cidadãos. Sem outra força política, governo minoritário socialista deverá ser chumbado

A primeira sessão da votação de investidura de Pedro Sánchez como presidente do Governo espanhol arranca esta terça-feira no Congresso dos Deputados com um único ponto em agenda: o discurso do líder do PSOE espanhol, que o Rei Felipe VI de Espanha convidou a tentar formar governo no início de fevereiro.

O secretário-geral socialista — segundo classificado nas eleições gerais de 20 de dezembro (com 90 deputados) atrás dos conservadores do PP, que falharam em garantir uma maioria qualificada para continuarem no poder — apresenta esta tarde, pelas 16h30, aos deputados espanhóis as linhas gerais do seu programa e do único pacto para governar que alcançou com o centrista Cidadãos de Albert Rivera, que elegeu 40 deputados no final do ano.

O plenário de hoje termina com o discurso de Sánchez, no qual o socialista irá apelar a todos os partidos que evitem novas eleições, optando no mínimo por se abster na primeira votação de investidura, marcada para quarta-feira. Essa será a única forma de viabilizar um governo minoritário socialista, mas para já não parece que vá acontecer.

Depois de na semana passada o ainda chefe do executivo PP Mariano Rajoy não ter surpreendido ninguém ao voltar a recusar-se a integrar o pacto de Sánchez com Rivera, esta segunda-feira Pablo Iglesias rejeitou o derradeiro pedido do líder socialista para lhe garantir o seu apoio e dos seus 69 deputados eleitos a 20 de dezembro.

"O PSOE enviou-nos vários documentos que são um corta e cola do seu pacto com o Cidadãos, escondendo as medidas mais vergonhosas", reagiu no Twitter o líder do Podemos. Sánchez respondeu na mesma rede: "Depende de vocês que estas medidas sejam o arranque de um governo de mudança."