Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

App engana soldados israelitas e provoca noite de confrontos violentos

  • 333

Funeral do jovem morto nos confrontos no campo de Qalandia

ATEF SAFADI/EPA

Balanço final: um palestiniano morto, quatro feridos e dez agentes de segurança israelitas feridos também. Em causa está um percurso errado sugerido pelo Waze, app desenvolvida por israelitas e comprada mais tarde pela Google

Uma operação de resgate terminou com um palestiniano morto (identificado como um estudante universitário de 22 anos), quatro feridos e dez agentes de segurança israelitas feridos também. Trata-se do balanço de cerca de uma hora de confrontos intensos na noite de segunda-feira no campo de refugiados de Qalandia, na Cisjordânia, depois de dois soldados israelelitas terem entrado no local.

Aparentemente, os dois militares chegaram ao acampamento por engano, ao seguirem as indicações do Waze. Desenvolvida em Israel, a app, por defeito, impede a navegação na Cisjordânia, mas é também conhecida por conter imprecisões, pelo que é de estranhar que estivesse a ser usada pelos soldados.

Apedrejados e atacados com bombas incendiárias ao entrarem no acampamento, o jipe onde circulavam os soldados incendiou-se, explica o “The Guardian”, citando o porta-voz militar israelita Moti Almoz, o que levou os militares a tentar a fuga.

De acordo com as notícias publicadas, os soldados acionaram o chamado “protocolo Hannibal”, procedimento que exige medidas extraordinárias para assegurar uma operação de resgate. Neste caso, foi necessária a utilização de helicópteros e forças especiais. O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, adiantou que o incidente vai ser investigado.

Este episódio de violência é o mais recente em mais de cinco meses de ataques palestinianos quase diários contra civis e forças de segurança e que custaram já a vida a 28 israelitas. Desde meados de setembro, pelo menos 168 palestinianos foram também mortos.