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Sánchez faz derradeiro pedido ao Podemos para se juntar ao pacto com o Cidadãos

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ANDER GILLENEA/GETTY IMAGES

Líder socialista espanhol vai pedir esta segunda-feira ao conselho federal que o autorize a fazer uma última proposta a Pablo Iglesias, na esperança de conseguir que os deputados eleitos do partido de esquerda votem sim ou se abstenham na votação de investidura. Sem isso, crise política instalada desde dezembro em Espanha continuará sem fim à vista

Para Pedro Sánchez, é imperativo que "as forças da mudança" se unam para cumprir a vontade dos cidadãos expressada nas urnas a 20 de dezembro, quando o partido conservador (PP) no poder falhou em obter uma maioria qualificada dos votos para continuar a governar.

É esta a interpretação dos resultados eleitorais feita pelo líder do PSOE, que segundo o "El País", citando fontes da direção do partido, vai pedir esta segunda-feira ao comité federal socialista que continue a apoiar o seu objetivo de atrair o Podemos ao pacto que alcançou com Albert Rivera, líder do centrista Cidadãos, que ficou em quarto lugar nas primeiras eleições legislativas em que participou.

Sánchez quer — mais do que isso, precisa — de garantir um "acordo transversal e inclusivo" que integre também o Podemos, caso contrário não conseguirá sair vitorioso na votação de investidura de um eventual governo socialista, que acontece esta semana no Congresso espanhol.

Para conseguir firmar um governo, cumprindo o pedido que lhe foi feito no início do mês pelo Rei Felipe VI de Espanha, Sánchez precisa que, no mínimo, os deputados eleitos do Podemos se abstenham ou que, na melhor das hipóteses, votem a favor da investidura. Nas negociações com Rivera, o líder socialista conseguiu garantir que os centristas do Cidadãos apoiem a sua investidura. Fica de fora o PP de Mariano Rajoy, o ainda primeiro-ministro que se recusa a apoiar o acordo de governo.

Neste fim de semana, quase 80% dos 51,7% militantes socialistas que se pronunciaram sobre o acordo alcançado pelo seu líder com Rivera deram aval a esse pacto. Por causa disso, o diário espanhol prevê que a reunião desta segunda-feira do secretário-geral com os membros do órgão máximo do PSOE vá decorrer "com tranquilidade". A grande incógnita é se, desta vez, Pablo Iglesias, o líder do Podemos, vai aceitar o acordo com Rivera que, por várias vezes, recusou e condenou na última semana.