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Exército dos EUA “vai recusar ordens” se Trump for Presidente

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Alex Wong/Getty

Garantia foi feita pelo ex-diretor da CIA Michael Hayden, em entrevista ao comediante Bill Maher

Um antigo diretor da CIA garante que se Donald Trump conseguir a nomeação republicana e destronar o rival democrata nas eleições presidenciais de novembro, o exército norte-americano irá recusar as suas ordens para "matar as famílias dos terroristas", como o magnata tem garantido que fará se for eleito.

Em entrevista ao programa "Real TIme with Bill Maher", transmitida pela HBO nos EUA este fim de semana, Michael Hayden disse estar preocupado com a linguagem utilizada por Trump ao longo da campanha eleitoral, incluindo as promessas de reintroduzir "o waterboarding e outras técnicas de tortura ainda piores", porque "eles [os muçulmanos] merecem".

"Ficaria incrivelmente preocupado se um Presidente Trump governasse de uma forma consistente com as declarações do candidato Trump expressas ao longo da campanha", disse Hayden ao comediante, lembrando a promessa que o líder da corrida à nomeação republicana já fez de ordenar a execução de todos os membros das famílias dos terroristas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

"Deixa-me dar-te uma punchline", disse Hayden a Maher. "Se ele ordenasse isso enquanto Presidente, as forças armadas norte-americanas recusar-se-iam a atuar." O comediante respondeu incrédulo: "O quê? Bem, isso é uma declaração forte." O ex-chefe da secreta dos EUA continuou. "Não se pode... Não se é obrigado a seguir uma ordem ilegal. Isso seria uma violação de todas as leis internacionais sobre conflito armado."

Maher replicou que Hayden estava a dar aos norte-americanos "uma grande razão para não apoiarem Trump", ao defender que "haveria um golpe neste país" no cenário que pintou. Hayden disse não estar seguro de que uma recusa em agir por parte do exército nesta situação seja um golpe de Estado.