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Estudante americano detido na Coreia do Norte admite ter roubado peça de propaganda

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KYODO / Reuters

Na sua primeira aparição pública desde que foi detido há dois meses, Otto Warmbier diz aos media estatais do país que roubou símbolo do hotel a pedido de uma igreja dos EUA, que em troca lhe prometeu um automóvel

O estudante norte-americano que foi detido a 2 de janeiro na Coreia do Norte, quando se preparava para abandonar o país, apareceu em público, admitindo aos media estatais que tentou roubar um símbolo de propaganda do hotel onde estava hospedado.

Na sua primeira aparição pública desde que foi formalmente acusado de "ato hostil contra o Estado" norte-coreano, Warmbier mostrou-se emocionado na conferência de imprensa, tornada pública esta madrugada, lamentando "o pior erro" da sua vida e dizendo que foi uma igreja norte-americana que lhe pediu para trazer para casa um "troféu" do hermético regime.

O estudante de 21 anos da Universidade de Virginia viajou com um grupo de jovens da sua idade para a Coreia do Norte e foi detido a 2 de janeiro quando se preparava para regressar aos Estados Unidos. Na altura, a Coreia do Norte acusou o governo norte-americano de "tolerar e manipular" o seu cidadão.

Agora, em declarações aos media na capital Pyongyang, Warmbier revelou que um membro da Igreja Metodista Unida prometeu dar-lhe um carro usado no valor de 10 mil dólares (9150 euros) se ele trouxesse consigo um sinal da propaganda norte-coreana.

"Cometi o crime de retirar do Hotel International Yanggakdo um slogan político dos funcionários desse hotel", disse, citado pela agência KCNA. "O objetivo da minha tarefa era afetar a motivação e a ética laboral do povo coreano. Foi um objetivo muito insensato." De acordo com a agência, o norte-americano admitiu que o crime é "grave" e que foi "premeditado" e disse ainda que "nunca deveria ter permitido que a administração dos EUA" o convencesse "a cometer um crime neste país".

A CNN, que recebeu uma cópia do vídeo da conferência, diz que o estudante chorou ao admitir o crime, implorando por perdão e dizendo que cometeu "o pior erro" da sua vida. Ainda não é certo se as suas declarações são verdadeiras e se foram proferidas voluntariamente. No passado, outros estrangeiros detidos na Coreia do Norte foram pressionados para fazerem confissões falsas.