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Suíços recusam expulsão automática de estrangeiros por delitos menores

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FABRICE COFFRINI/GETTY

Projeto-lei da Coligação Partido do Povo Suíço previa a deportação imediata de cidadãos estrangeiros por crimes leves, como excesso de velocidade ou furto

A maioria dos suíços (58,9%) recusaram este domingo um projeto-lei que previa a deportação imediata de estrangeiros que cometessem crimes no país, segundo a estação de televisão SRF.

A iniciativa do partido nacionalista de direita - Coligação Partido do Povo Suíço (SVP) - defendia a expulsão automática de cidadãos estrangeiros em caso de crimes graves como homicídio ou abusos sexuais, mas também por pequenos delitos em 10 anos, como excesso de velocidade ou furto.

Vários ativistas e líderes de empresas criticaram a iniciativa, defendendo que desrespeitava os Direitos Humanos. O próprio Governo classificou o projeto-lei de “desumano”, alertando que violava a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

Apesar das vozes contra o referendo, o partido SVP conseguiu recolher as 100 mil assinaturas necessárias para a realização do consulta popular este domingo. Durante a campanha um dos cartazes - que mostrava uma ovelha branca a empurar uma ovelha negra – foi alvo de queixas de xenofobia por parte de várias associações.

Este domingo, os eleitores suíços foram também chamados a votar outros assuntos, tendo aprovado a construção de um novo túnel de Gottardo. No entanto, rejeitaram a iniciativa para a fiscalidade dos casamentos gays e o projeto-lei contra a especulação alimentar.