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Reformistas e moderados a ganhar terreno nas eleições iranianas

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BEHROUZ MEHRI/AFP/Getty Images

Os resultados preliminares divulgados este sábado dão larga vantagem, em Teerão, à coligação de reformistas e moderados nas eleições para o Parlamento e Assembleia de Peritos no Irão. Eleições são vistas como um teste à política de abertura do Presidente Hassan Rouhani ao resto do mundo

Os candidatos reformistas e moderados no Irão, que formaram uma coligação para concorrer às eleições legislativas de sexta-feira, estavam largamente em vantagem em Teerão, nos resultados preliminares divulgados este sábado com 44% dos votos contados.

Cerca de 60% da população votou esta sexta-feira para eleger os 290 deputados do Parlamento e os 88 membros da Assembleia de Peritos, que nomeia o Supremo Líder do Irão, que neste momento é o ayatollah Ali Khameni. As duas instituições são atualmente controladas pelos conservadores, mas o Presidente Hassan Rouhani tem a expetativa que estas eleições invertam esta situação. A contagem dos votos deverá terminar apenas no domingo.

Liderada por Mohammad Reza Aref (ex-candidato às presidenciais de 2013, que desistiu da corrida a favor do atual Presidente Hassan Rouhani), a lista dos reformistas e moderados está ainda mais próxima de conquistar a maioria no Parlamento: foi escolhida por 1,3 milhões dos 2,9 milhões de eleitores que votaram na capital iraniana, que concentra 25% da população. Também para a Assembleia de Peritos os reformistas e moderados, liderados pelo Presidente Rouhani e ex-Presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, estão em vantagem na região de Teerão.

Mas nada está garantido. Falta ainda contar milhões de votos e vários analistas políticos afirmam que os resultados finais das duas eleições podem deixar o Parlamento e a Assembleia de Peritos num equilíbrio difícil entre reformistas, moderados e conservadores (próximos do ayatollah Ali Khameni), sem que nenhum grupo consiga a maioria.

Estas são as primeiras eleições desde que foi assinado o acordo sobre o programa nuclear do Irão, visto como um primeiro passa para a abertura do país ao mundo, e constituem assim um teste à influência do Presidente Hassan Rouhani.