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“O discurso de ódio não tem lugar no Facebook”

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David Ramos/Getty Images

Mark Zuckerberg reconheceu esta sexta-feira na Alemanha que o Facebook tem que monitorizar melhor os posts racistas e que incitam ao ódio na rede social, olhando com especial atenção para aqueles que se dirigem aos migrantes e refugiados que chegam à Europa

Mark Zuckerberg reconheceu esta sexta-feira em Berlim que o Facebook ainda pode fazer mais para controlar o discurso de ódio na rede social. O fundador do Facebook esteve num encontro com mais de mil pessoas na capital da Alemanha, país onde a rede social tem cerca de 28 milhões de utilizadores.

“O discurso de ódio não tem lugar no Facebook e na nossa comunidade”, afirmou. “Até há pouco tempo, penso que não estávamos a fazer o suficiente na Alemanha e penso que continuaremos a precisar de fazer um trabalho cada vez melhor.”

Na Alemanha, a rede social contratou 200 trabalhadores alemães para monitorizar, face ao número crescente de posts de ódio na rede social, publicados por simpatizantes neonazis, sobre os refugiados que chegam à Europa. Ainda assim, Zuckerberg reconhece que o Facebook cometeu alguns 'erros', ao não considerar os migrantes como “uma classe protegida (tal como as “minorias raciais”).

Esta decisão surge na sequência das conversações entre a empresa de Mark Zuckerberg e a Alemanha que duram há vários meses. Em setembro do ano passado, o Facebook anunciou que iria trabalhar com as autoridades alemãs para proibir os posts contra os migrantes e esta semana a Alemanha pressionou publicamente a rede social para retirar os comentários de ódio gerados na sequência da vaga de refugiados que chega à Europa.

A legislação alemã prevê penas até três anos de prisão para utilizadores das redes sociais que incitem ao ódio ou violência através destas plataformas. “Aprender mais sobre a cultura e legislação alemã permitiu-nos mudar a nossa abordagem. Isto é um trabalho em desenvolvimento. Não vou alegar aqui hoje que somos perfeitos, definitivamente não somos.”