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Irlanda. Sondagens dão vitória a partido no poder, mas sem maioria

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Dean Mouhtaropoulos/GETTY

O partido Fine Gale do primeiro-ministro Enda Kenny terá conquistado 26,1% dos votos, menos dez pontos percentuais do que nas últimas eleições

Os partidos da atual coligação que governa a Irlanda ficaram longe de conseguir a maioria necessária para formarem novo Executivo nas eleições legislativas de sexta-feira, segundo uma sondagem publicada pelo "Irish Times".

O Fine Gale (centro-direita), do primeiro-ministro Enda Kenny, conseguiu 26,1% dos votos, menos dez pontos percentuais do que nas últimas eleições, há cinco anos.

Os trabalhistas, que integram a coligação governamental, tiveram 7,8% dos votos, menos 11 pontos percentuais do que no anterior escrutínio, segundo a mesma sondagem.

Já o Fianna Fail (centro-direita) recolheu 22,9% dos votos (mais cinco pontos percentuais) e o Sinn Fein (esquerda nacionalista) teve 19,9% (mais cinco pontos), estima a sondagem, feita à boca das urnas na sexta-feira.

Os votos começam a ser contados hoje, a partir das 09:00, e uma segunda sondagem deverá ser divulgada pela rádio e televisão públicas RTE pouco antes.

A Irlanda votou na sexta-feira em eleições legislativas com o eleitorado, descrevem analistas, "farto da austeridade".

As sondagens prévias ao dia das eleições já mostravam um eleitorado inclinado para dar a vitória ao partido de centro-direita no poder, Fine Gael, mas sem maioria para formar governo.
Por outro lado, no caso do Labour (Trabalhistas), apontavam para um castigo do seu eleitorado centro-esquerda por ter integrado "o governo da austeridade", dando-lhe 7% das intenções de voto, muito abaixo dos 19,4% nas últimas eleições.

Estas legislativas foram as primeiras eleições gerais na Irlanda desde o fim do programa de ajustamento associado ao resgate de 85 mil milhões de euros, em 2013.

O país, de 4,6 milhões habitantes, registou a maior taxa de crescimento económico na União Europeia nos primeiros nove meses do ano passado: 7%.

Mas, para a generalidade dos observadores, os eleitores, cansados de anos de cortes, aumento de impostos, desemprego e emigração, querem sobretudo saber se a recuperação está a ser distribuída equitativamente ou apenas a beneficiar as elites que responsabilizam pela crise.

O Fine Gael e os trabalhistas pediram a reeleição na campanha eleitoral, para consolidar a recuperação, argumentando que só assim ela chegará a todos e advertindo que uma situação de instabilidade política pode deitar tudo a perder.