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Internacional

Cessar-fogo está ser respeitado na Síria

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ABDULMONAM EASSA/GETTY

A trégua temporária - que entrou à meia-noite em vigor na Síria - está a ser respeitada na maior parte do território, segundo o grupo encarregado de monitorar o acordo de cessar-fogo

Mais de 12 horas após o início do acordo de cessar-fogo na Síria, que foi aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na sexta-feira, parece estar a ser respeitada a trégua temporária que põe fim a cinco anos de guerra civil. Quem o diz é o grupo que tem a cargo a tarefa de monitorar o cumprimento do acordo.

No entanto, a agência estatal síria noticiou este sábado que um carro-bomba explodiu junto de um edifício governamental na cidade de Salamiyeh, causando dois mortos e vários feridos, segundo a Reuters. Desconhece-se ainda a autoria do ataque, refere a mesma fonte.

O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse que os combates parecem ter “acalmado”, sublinhando que apenas um incidente está a ser investigado.“Vamos orar para que isto funcione porque francamente esta é a melhor oportunidade que o povo sírio pode ter nos últimos cinco anos povo sírio. Para que a população do país pissa ver algo melhor e relacionado com a paz”, declarou Staffan de Mistura.

O responsável adiantou ainda que as negociações para a paz poderão ser retomadas no próximo dia 7 de março em Geneva.

“Em Damasco pela primeira vez em anos prevalece a calma", disse, por sua vez, o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdulrahman.´“Em Latakia também impera a calma e na base aérea Hmeimim não há nenhuma atividade”, acrescentou Rami Abdulrahman, referindo-se à base de Latakia, onde aviões de guerra da Rússia costumam operar.

A trégua acordada envolve forças governamentais e rebeldes, mas não o autodenominado grupo Estado Islâmico (Daesh) ou a Frente Nusra, com ligações à al-Qaeda. Moscovo garante por isso que as ações de combate contra este grupos são para continuar. Washington defende, por sua vez, que é altura de Vladimir Putin demonstrar que sabe “honrar os seus compromissos”.

Desde o início do conflito na Síria, mais de 250 mil pessoas morreram e milhões foram obrigadas a deixar as suas casas.