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Internacional

Pequim ultrapassa Nova Iorque como a cidade que mais bilionários concentra

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Kevin Frayer

Relatório da empresa chinesa Hurun diz que há 100 bilionários a viver na capital chinesa atualmente, contra os 95 que habitam a cidade norte-americana

A empresa chinesa Hurun, que monitoriza a concentração de riqueza dentro do país, anunciou que Pequim ultrapassou este ano Nova Iorque, ocupando agora o lugar cimeiro da lista de cidades mundiais onde mais bilionários vivem. De acordo com o relatório que produz anualmente, cuja versão de 2015 foi tornada pública esta quinta-feira, a capital chinesa alberga neste momento um total de 100 bilionários, mais cinco que os 95 a viver atualmente em Nova Iorque. Xangai, tida como o centro comercial da China, surge em quinto lugar nessa lista, aponta a BBC.

O relatório aponta que neste momento existem 2188 pessoas consideradas bilionárias em todo o mundo. Integra a lista quem tem fortunas acumuladas superiores a mil milhões de dólares (908,4 milhões de euros).

Durante o ano passado, diz a Hurun, 32 bilionários mudaram-se para Pequim, contribuindo para esta mudança na concentração de riqueza, tendo em conta que, segundo o mesmo relatório, a cidade norte-americana que até agora encabeçava a lista apenas recebeu quatro novos bilionários em 2015. Ainda assim, os dez mais ricos entre os mais ricos do mundo continuam a viver na América. No total, há atualmente 568 bilionários com morada na China contra 535 a viver em território norte-americano.

De acordo com as contas da Hurun, o homem mais rico da China continua a ser o empresário Wang Jianlin, que acumula 26 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros). Ainda assim inferior aos valores do lado americano. No pódio dos mais ricos a viver nos EUA, quem é ocupa o primeiro lugar é Bill Gates, o fundador da Microsoft, cuja fortuna está avaliada em 80 mil milhões de dólares (72 mil milhões de euros), seguido do investidor Warren Buffett, com 68 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), e do magnata espanhol do mundo da moda Amancio Ortega, que acumula 64 mil milhões de dólares (58 mil milhões de euros).

Contactado pela AFP, o diretor-executivo da Hurun, Rupert Hoogewerf, explica que tal mudança pode dever-se ao facto de os reguladores do mercado chinês terem permitido uma "enchente" de novas Ofertas Públicas de Aquisição depois de vários anos sem aceitarem esse tipo de operações de compra de participações em empresas cotadas em bolsa — uma medida que surgiu mediante a desaceleração económica e a instabilidade dos mercados que marcaram o gigante asiático no ano passado.