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Futuros iPhones já não devem ter a ‘brecha’ que possibilitaria o desbloqueio pretendido pelo FBI

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Getty

Informação é revelada por fontes internas da Apple, numa altura em que a empresa está a ser pressionada, em sequência do massacre de São Bernardino, a colaborar com os investigadores norte-americanos para que estes consigam aceder aos dados dos iPhones

Engenheiros da Apple começaram a trabalhar no desenvolvimento de um novo sistema que torne impossível o desbloqueio de iPhones pretendido pelas entidades oficiais norte-americanas, segundo referiram fontes da empresa, que falaram ao “The New York Times” sob anominato.

A questão surgiu devido ao FBI pretender obter o auxílio da empresa para conseguir aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, o norte-americano de origem paquistanesa que, numa ação conjunta com a sua mulher, levou a cabo um massacre que causou 14 mortos em dezembro passado em São Bernardino, Califórnia. O casal seria abatido pela polícia e as autoridades norte-americanas estão a investigar o sucedido com um atentado terrorista de radicalismo islâmico.

A pretensão das autoridades norte-americanas, que se têm deparado com a resistência da Apple, deu origem a uma batalha legal, cujo último desenvolvimento é a decisão de uma juíza para que a Apple colabore no desbloqueio do iPhone. A empresa indicou que irá contestar a decisão judicial.

O sistema foi concebido para que não seja permitido o acesso aos seus dados sem o código de segurança, mas especialistas indicam que existe uma ‘brecha’ que permitirá fazê-lo - a atualização de software.

A possibilidade dessa atualização, sem recurso ao código, foi pensada para facilitar a intervenção quando o sistema apresentar problemas. E é através dela que será possível hackear os aparelhos.

Os engenheiros da Apple estarão já a trabalhar para que isso também deixe de ser possível fazer, mas essa mudança só deverá ocorrer em relação aos futuros iPhones e não ao já existentes no mercado.