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O derradeiro esforço de Obama para encerrar a prisão de Guantánamo

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91 homens ainda estão detidos na prisão extrajudicial de Guantánamo em Cuba

Staff Photographer / Reuters

Prazo para administração norte-americana apresentar novo plano ao Congresso de maioria republicana termina esta terça-feira. Fonte do Pentágono garante que esse prazo será respeitado

O prazo para apresentar um derradeiro plano de encerramento da prisão extrajudicial dos EUA em Cuba termina esta terça-feira. Fonte do Pentágono garante que a administração Obama vai cumpri-lo, planeando apresentar esta tarde ao Congresso as medidas que quer desenvolver para, finalmente, conseguir encerrar o centro de detenção, antes de o Presidente abandonar o cargo em janeiro do próximo ano.

Desde sempre uma das bandeiras de campanha de Barack Obama, o encerramento da prisão criada na base naval norte-americana na baía de Guantánamo é uma das pedras no sapato do líder que está de saída, e que inicia esta terça-feira os esforços finais para cumprir a sua promessa. De acordo com o capitão Jeff Davis, porta-voz do Ministério da Defesa, a administração apresenta hoje ao Congresso de maioria republicana um plano detalhado onde são delineados os passos que o governo pretende tomar para encerrar a prisão ilegal, onde ainda estão detidos 91 homens por alegadas suspeitas de terrorismo.

"Sabemos que o prazo termina amanhã [hoje] e é nossa intenção respeitá-lo", disse Davis na segunda-feira à noite, madrugada desta terça em Portugal. Dizem fontes do Pentágono familiarizadas com o novo plano que este passa por expatriar 35 detidos que já tiveram ordem de libertação para países terceiros ou de volta para os seus países de origem. Os restantes prisioneiros deverão ser recambiados para território norte-americano e mantidos em prisões de alta segurança.

Desde 2011 que os republicanos têm travado todas as tentativas de transferências de prisioneiros de Guantánamo para os EUA. Caso tal volte a acontecer, diz fonte do governo norte-americano à Reuters, a administração Obama está a ponderar a possibilidade de enviar alguns detidos para outros países para que sejam julgados e condenados lá.