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Internacional

NSA continua a fazer escutas ilegais a líderes mundiais, denuncia WikiLeaks

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MICHAELA REHLE

WikiLeaks divulga o que diz serem “documentos de maior importância dipomática” algum dia publicados por uma organização de media, que mostram que encontros privados de Angela Merkel, Ban Ki-moon, Benjamin Netanyahu e Silvio Berlusconi foram espiados pela secreta norte-americana

A WikiLeaks tornou públicos novos documentos que comprovam que a Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana realizou novas escutas secretas num encontro entre o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, com Angela Merkel, a chanceler alemã que se sabia ter sido espiada pelos EUA no passado, graças aos programas de vigilância que Edward Snowden começou a revelar em 2013.

No site oficial da WikiLeaks, a organização delatora fundada pelo australiano Julian Assange revela novas provas que apontam para escutas secretas da NSA a vários encontros de alto nível, um deles entre Ban Ki-moon e Merkel em dezembro passado, a propósito da Cimeira do Clima de Paris, e outros, como um entre o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, um outro entre altos responsáveis de comércio da União Europeia e do Japão, e uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, na qual o antigo chefe do executivo italiano avisou os parceiros de que o sistema bancário do país estava prestes a "saltar como uma rolha".

Em comunicado, a WikiLeaks explica que os documentos em causa estavam classificados como altamente confidenciais pela NSA, fazendo destes os documentos de maior importância interna diplomática a serem publicados pela organização. "Hoje mostrámos que os encontros privados do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, sobre como salvar o planeta das alterações climáticas, foram alvos de escutas por um país cujo objetivo é proteger as suas maiores empresas petrolíferas", diz Assange no documento. "Já tínhamos publicado anteriormente ordens de Hillary Clinton a diplomatas norte-americanos para que roubassem ADN do secretário-geral da ONU", acrescenta o delator.