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Internacional

Airbus quer patentear nova forma de sentar passageiros em aviões

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ANDREAS SOLARO

O “Business Insider” fala em “revolução” na aviação comercial. Já a “Time” refere “ideia de assentos que é um pesadelo”

Para maximizar os seus lucros, e seguindo a recente tendência de fabricantes de aviões e companhias aéreas de repensar a forma como os passageiros viajam a bordo, a Airbus apresentou este mês nos EUA uma nova proposta de "assentos de passageiros reconfiguráveis", que quer patentear e começar a desenvolver na linha de montagem dos seus aviões.

De acordo com a candidatura apresentada por Sven Taubert e Florian Schmidt — divulgada pelo Gabinete de Patentes dos EUA a 11 de fevereiro — a Airbus quer criar um sistema de bancos que pode sentar entre dois passageiros e uma família inteira, um sistema que a multinacional diz que poderá vir a ser aplicado noutros modos de transporte. Os bancos passariam a ser compostos por um sistema de cintos ajustáveis e braços removíveis que permitem criar dois assentos para passageiros mais pesados ou até quatro assentos que encaixem dois adultos e duas crianças pequenas.

O "Business Insider" diz que o sistema apresentado pela Airbus pode vir a "revolucionar" a forma como as companhias aéreas vendem passagens de avião, trocando o atual "sistema à la carte", no qual cada passageiro paga um preço fixo por assento, por um novo sistema em que se paga pelo espaço que se ocupa e pelo combustível necessário para transportar cada passageiro.

Desta forma, aponta o site, uma criança pequena deixaria de pagar um bilhete inteiro já que ocuparia menos espaço nos novos assentos, e um passageiro muito obeso pagaria mais caro mas apenas por um bilhete, em vez de ser forçado a reservar dois assentos e a pagar por ambos.

Em sentido oposto, a "Time" fala num "pesadelo" e "em mais uma experiência horrível de viajar de avião". "A flexibilidade destes assentos soa a boa ideia; não há nada de inconveniente ou mau à partida em usar formatos apropriados para certos passageiros", nota a revista. "Mas há um grande senão: continua a ser um assento que não reclina individualmente. Os assentos tradicionais, pelo menos, têm uma divisória que permite evitar mais usurpação de espaço."