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Bolívia. Morales deverá ter de abandonar presidência em 2020 após perder referendo

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Getty Images

Governo cita “empate técnico” na consulta popular deste domingo, onde a população foi chamada a votar alterações à Constituição para permitir um quarto mandato consecutivo ao Presidente eleito em 2006

O governo da Bolívia anunciou este domingo, madrugada de segunda-feira em Portugal, que houve um “empate técnico” no referendo constitucional sobre a recandidatura do Presidente Evo Morales a um quarto mandato consecutivo, apontando que os números oficiais podem variar relativamente às projeções, as quais preveem a vitória do “não”.

O vice-presidente boliviano Álvaro García Linera sustentou numa conferência de imprensa na capital, La Paz, que os resultados preliminares das empresas de sondagens Ipsos e Mori mostram que o país se encontra “diante de um claríssimo empate técnico eleitoral”, que revela que “metade do povo optou para que se altere a Constituição”.

À falta de resultados oficiais, as primeiras projeções realizadas pelas referidas empresas e difundidas pelos meios de comunicação social bolivianos dão ao “não” entre 51 e 52,3% e ao “sim” entre 47,7 e 49%.

Evo Morales chegou ao poder em 2006 e, de acordo com os atuais estatutos legais, não pode recandidatar-se a um quarto mandato consecutivo nas eleições de 2020. A confirmar-se a vitória do "não" no referendo, terá de abandonar a presidência nesse ano.