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Alemanha abre 2.º centro para refugiados gays. “Alguns são ‘apenas’ insultados, a outros cospem-lhes”

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Um centro do mesmo tipo abriu em Nuremberga há poucos dias e foi o primeiro do género na Alemanha. Este foi instalado em Berlim

O segundo centro para refugiados homossexuais na Alemanha abre esta terça-feira em Berlim e vai acolher mais de 120 pessoas, avançam os responsáveis da associação na origem do projeto.

A estrutura situa-se num edifício de quatro andares no leste da capital alemã, onde 29 apartamentos vão receber 122 refugiados homossexuais e transexuais, indicou Marcel de Groot, que dirige uma associação de aconselhamento dirigida aos homossexuais, a Schwulenberatung.

Muitos requerentes de asilo homossexuais chegam de países onde a sua orientação sexual "é considerada um crime", lembra Groot, lamentando que uma vez na Alemanha eles continuem a ser vítimas de violência, verbal ou física, de ameaças e de discriminação por parte de outros refugiados e, por vezes, do pessoal de segurança.

Groot insiste na "necessidade absoluta" do centro agora criado para que "as pessoas possam lá viver sem temer a violência ou a discriminação". "Alguns são 'apenas' insultados", a outros cospem-lhes ou são ameaçados, há muitos exemplos. O medo é insuportável, eu sei, eu vivi isso", disse Mahmoud Hassino, jornalista sírio e ativista gay que fugiu da Síria em 2014 e trabalha agora na Schwulenberatung.