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Portugal oferece-se para acolher mais refugiados

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Imprensa grega cita carta enviada pelo primeiro-ministro português ao chefe do Governo grego

OLIVIER HOSLET

Primeiro-ministro português enviou uma carta aos seus homólogos da Grécia, Suécia, Itália e Áustria, disponibilizando-se para receber mais refugiados

O primeiro-ministro português contactou por carta aos chefes de Governo grego, sueco, italiano e austríaco oferecendo-se para acolher vários milhares de refugiados que chegam a estes países. Segundo informações confirmadas ao Expresso por fonte oficial do Governo, António Costa mostrou ainda a mesma disponibilidade a Angela Merkel no encontro que teve com a chanceler alemã.

A disponibilidade demonstrada por Costa é uma iniciativa bilateral, independente das quotas atribuídas aos países europeus, e visa aliviar os países que têm recebido mais requerentes de asilo. De acordo com a mesma fonte, estes refugiados poderiam ser encaminhados para setores como a agricultura e florestas, onde se faz sentir uma maior falta de mão de obra, mas a oferta é também extensível a estudantes.

Segundo o jornal grego “Ekathimerini”, que noticiou esta sexta-feira o assunto, António Costa justificou a decisão dizendo que se trata de um gesto de “solidariedade”. O mesmo título adianta que o Governo português assegurou a Tsipras que Portugal tem capacidade para acolher numa primeira vaga 2800 refugiados, mas que posteriormente poderá receber ainda 2500 a 3000 outros requerentes de asilo.

Recorde-se que segundo a quota atribuída a Portugal, o país deve receber 4295 refugiados para recolocação (ou seja, migrantes que já estão em território europeu) e 191 para reinstalação (requerentes de asilo que se encontram em países terceiros). Estes números são válidos para um período de dois anos.