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Grupo curdo reivindica atentado e aconselha turistas a não irem à Turquia

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O grupo Falcões da Libertação do Curdistão disse no seu site que levou a cabo o ataque suicida, que causou 28 mortos na passada quarta-feira em Ancara, em retaliação contra as políticas do regime “fascista” do Presidente Recep Tayyip Erdogan

O ataque suícida da passada quarta-feira em Ancara, contra autocarros que transportavam militares turcos e que causou 28 mortos, foi reivindicado pelo TAK (Falcões da Libertação do Curdistão) no seu site.

O regime turco diz que o TAK é uma ala do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) que ataca civis, mas o partido nega, dizendo tratar-se de um grupo dissidente sobre o qual não tem qualquer controle.

“Na noite de 17 de fevereiro um ataque suicida levado a cabo pelo sacrifício de um guerreiro contra um contingente militar da fascista República Turca em Ancara... O ataque foi feito pelo Batalhão Imortal do TAK”, refere o grupo na mensagem que divulgou no seu site.

“Nós alertamos os turistas estrangeiros e nativos a não irem para as zonas turísticas da Turquia. Nós não nos responsabilizamos por aqueles que venham a morrer nos ataques que terão essas áreas como alvo”, diz ainda a mensagem do TAK, que indica que pretendem acabar com o turismo na Turquia.

O regime de Ancara indicara que o PYD (Partido da União Democrática) e o seu braço armado YPG (Unidades de Proteção do Povo Curdo Sírio) estiveram por detrás do atentado de quarta-feira, algo que foi contudo encarado com descrença por parte do chefe da NATO.

O PYD e o YPG, que contam com o apoio dos Estados Unidos, negaram a autoria do atentado, assim como sempre rejeitaram as acusações de estarem ligados ao PKK.

O TAK indicou que o atentado foi levado pelo bombista suicida Zinar Raperin, nascido em 1989 em Van, região curda na Turquia.

A indicação também vai contra a informação veiculada pelo primeiro-ministro turco que dissera que o bombista suicida era um operacional do YPG de nacionalidade síria.

O TAK é um grupo pouco conhecido, mas que ganhou mais destaque após ter reivindicado o disparo de morteiros contra o aeroporto de Istambul Sabiha Gokcen a 23 de dezembro. O ataque causou a morte de um funcionário da limpeza do aeroporto e danos em diversos aviões.

Numa entrevista concedida a uma publicação do PKK, o comandante da organização Cemil Bayik disse não saber quem levou a cabo o atentado de Ancara, referindo contudo a hipótese de ter sido uma “vingança pelos massacres” ocorridos nas zonas curdas.