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Internacional

Governo dos EUA diz que a Apple está mais interessada em marketing e menos em antiterrorismo

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Tim Cook, CEO da Apple

Astrid Stawiarz/ Getty Images

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América apresentou uma moção à gigante tecnológica para conseguir desbloquear o iPhone do terrorista de San Bernardino. O Governo primeiro pediu, mas a Apple recusou. Agora é uma ordem

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América acusa a Apple de estar “mais preocupada com o marketing” do que em ajudar as autoridades nas invesigações. Depois de um primeiro pedido de ajuda para desbloquear o iPhone do terrorista de San Bernardino, e que a empresa recusou alegando que abria uma porta de Pandora para que o mesmo pudesse ser feito no futuro relativamente a outros clientes, o Departamento de Justiça apresentou, esta sexta-feira, uma moção que pretende obrigar a Apple a colaborar.

“A Apple parece que está mais preocupada com o modelo de negócio e a estratégia de marketing da marca em vez de auxiliar no esforço para completar a investigação de um ataque terrorista mortal – obedecendo a uma ordem do tribunal. A Apple respondeu publicamente e repudiou a ordem”, lê-se num documento do Departamento de Justiça norte-americano citado pela agência Reuters .

A audiência está agora agendada para 22 de março.

Na passada quarta-feira, o FBI requisitou a ajuda da Apple para aceder aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, o homem que juntamente com a mulher, Tashfeen Malik, protagonizou o ataque em San Bernardino, no estado norte-americano da Califórnia, a 2 dezembro e que matou 14 pessoas.

Em causa está uma funcionalidade presente nos smartphones – que é ativado com um simples deslizar de dedo – em que o iPhone apaga-se ao fim de 10 tentativas incorretas de inserção do código de desbloqueio do ecrã. E como o FBI não consegue contornar este mecanismo, pediu à empresa que fabricasse um novo sistema operativo que possibilitasse a recuperação das informações. A Apple recusou.