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Brexit, 2º dia de trabalhos: Cameron vai dar tudo por tudo para ficar na UE

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Primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Bruxelas, para começar o 2º dia da maratona negocial do Brexit. 19 de fevereiro

EPA

Primeiro-ministro britânico, David Cameron, quer fechar hoje um acordo que lhe permita fazer campanha pela manutenção do Reino Unido na União Europeia (UE).

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, garantiu esta sexta-feira em Bruxelas que vai fazer "tudo o que puder" para fechar hoje um acordo que lhe permita fazer campanha pela manutenção do Reino Unido na União Europeia (UE). "Como já disse, só fechamos um acordo se conseguirmos aquilo de que o Reino Unido necessita. Vou voltar a entrar, trabalhar mais e fazer tudo o que puder", disse Cameron, à entrada para o segundo e último dia do Conselho Europeu, dominado pelo chamado 'Brexit'.

"Estive aqui até às 5h00 da manhã a trabalhar e fizemos alguns progressos, mas ainda não há acordo", salientou. As reuniões bilaterais sobre as condições impostas pelo líder britânico são agora retomadas e está previsto um "almoço britânico" para as 13h30 (12h30 de Lisboa), se se conseguir forjar um acordo que agrade a todas as partes.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, quer que a UE faça reformas em quatro áreas para fazer campanha pelo 'sim' no referendo sobre a permanência do seu país entre os 28, o chamado 'Brexit'.

Num esboço de conclusões da cimeira de chefes de Estado e do Governo indicavam-se alterações nos abonos de família, assim como a criação de um "mecanismo de alerta e salvaguarda" para "responder às situações de chegada de trabalhadores de outro Estado membro com uma magnitude excecional por um longo período de tempo". Outras questões em cima da mesa relacionam-se com a competitividade, a governação da zona euro e a soberania nacional.

Na quinta-feira, à chegada ao Conselho Europeu, o primeiro-ministro, António Costa, disse que seria "uma perda imensa" para Portugal se o Reino Unido saísse da União Europeia, mas salientou que a sua permanência não pode ser garantida sacrificando "as regras mais elementares da UE", sob pena de "a União deixar de ser uma união