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Pequim promete “mais armas” no Mar do Sul da China se EUA continuarem a invadir “águas territoriais”

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Tensões aumentam à medida que a “agenda de expansão” chinesa no mar do Sul da China se vai alargando.

Ao jornal “Global Times”, próximo do PC chinês, o ministro da Defesa confirma envio de armamento para a ilha de Yongxing, um dia depois de media norte-americanos terem revelado imagens de satélite que parecem mostrar um novo sistema de mísseis na disputada ilha — e depois de o governo norte-americano criticar a “militarização” chinesa da região marítima

O ministro chinês da Defesa confirmou que a China enviou armas para a ilha Yongxing, do arquipélago Paracel, um dos vários em disputa entre Pequim e outros países da região no Mar do Sul da China, sem contudo especificar se se trata do sistema de mísseis detetado em imagens de satélite norte-americanas naquela ilha.

Citado na edição desta quinta-feira do "Global Times", um jornal com ligações ao Partido Comunista Chinês, o chefe da Defesa chinesa diz que as forças armadas "mantêm armamento na região há muito tempo", reagindo às acusações dos Estados Unidos, feitas esta quarta-feira, após a Fox News ter avançado imagens exclusivas de satélite que parecem comprovar a instalação de mísseis na zona.

Reagindo à notícia avançada pelo canal norte-americano, o secretário de Estado dos EUA John Kerry criticou a "militarização" por Pequim da importante rota marítima. "Existem todas as provas, todos os dias, de que houve um aumento da militarização, de um tipo ou outro", disse um porta-voz de Kerry em reação às imagens divulgadas pela Fox News. "É uma séria preocupação."

A China reagiu a esta acusação responsabilizando os media ocidentais pela criação de uma campanha anti-Pequim, dizendo que poderá enviar mais armas para o Mar do Sul da China se os Estados Unidos continuarem a "invadir as águas territoriais" chinesas, que são disputadas pelos vizinhos Vietname e Taiwan.

Cruzado por importantes rotas marítimas a ligar ao Sudoeste Asiático, o Mar do Sul da China terá ainda reservas de 125 mil milhões de barris de petróleo, segundo um estudo publicado em 2012 pela petrolífera China National Offshore Oil Corporation. Para garantir o que diz ser a sua soberania, a China tem estado a construir ilhas artificiais em várias zonas do espaço marítimo, sob fortes críticas da comunidade internacional.