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Líder do Cidadãos recusa integrar coligação de maioria socialista em Espanha

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Pedro Sánchez e Albert Rivera estiveram reunidos

JAVIER SORIANO/ Getty Images

Crise política no país vizinho continua sem fim à vista. Segundo o “El País”, os 40 deputados do partido centrista abster-se-iam na votação de investidura de um governo PSOE liderado por Pedro Sánchez se a coligação fosse “hoje” a votos no Congresso

Se a votação parlamentar de um novo executivo espanhol "fosse hoje", o Cidadãos — um dos vários partidos com assento parlamentar com quem Pedro Sánchez tem estado a tentar negociar um governo a pedido do Rei Felipe VI de Espanha — abster-se-ia. A garantia foi dada esta quinta-feira por José Manuel Villegas, vice-secretário-geral do partido centrista de Albert Rivera, citado pelo "El País".

De acordo com o oficial, o pacto que está a ser negociado entre o Cidadãos e o PSOE de Sánchez só implicaria a abstenção dos 40 deputados eleitos do Cidadãos nas eleições gerais de 20 de dezembro, nas quais o executivo conservador de Mariano Rajoy falhou em garantir a maioria e que, portanto, lançaram Espanha numa crise política que continua sem fim à vista. Se por acaso Sánchez conseguisse uma maioria parlamentar para formar governo, o Cidadãos também não aceitaria o convite para integrar essa coligação, sublinha Villegas. Isto se a votação acontecesse "no dia de hoje".

O diário espanhol adianta que, nos últimos dias, os dois partidos alcançaram "alguns avanços" mas que continuam a discordar sobre temas como o pacto fiscal entre as regiões espanholas e reformas ao sistema laboral que o PSOE quer ver aprovadas. As negociações entre Sánchez e Rivera "deverão continuar até terça-feira da próxima semana", refere ainda o "El País".