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Internacional

Edward Snowden e Google declaram apoio à Apple na batalha contra o FBI

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ANDREW KELLY / Reuters

Delator norte-americano e CEO da gigante cibernética elogiam decisão de Tim Cook em não ajudar o governo dos EUA a aceder a dados encriptados do iPhone de um simpatizante norte-americano do Estado Islâmico

Edward Snowden, o ex-analista de sistemas da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, aplaude a decisão de Tim Cook, o chefe da Apple, em não permitir o acesso do governo norte-americano a dados encriptados do iPhone de um norte-americano que, no ano passado, levou a cabo o que Barack Obama considerou ser um "atentado terrorista" em San Bernardino, na Califórnia, num tiroteio que vitimou 14 pessoas.

No Twitter, o ex-agente da NSA exilado em Moscovo pediu à Google que apoiasse também a decisão da Apple de contrariar a vontade dos EUA, que nas palavras de Snowen está "a criar um mundo em que os cidadãos confiam na Apple para defender os seus direitos" e não no governo. Sundar Pichai, conselheiro delegado da Google, publicaria logo a seguir, também no Twitter, a sua opinão sobre o caso, alinhando-se com Cook e Swnoden. "Forçar as empresas a piratear [os seus clientes] poderá comprometer a privacidade dos utilizadores", declarou.

Em causa está uma exigência feita pelo FBI à Apple, pedindo para contornar os novos sistemas de segurança implementados nos aparelhos da empresa após as primeiras revelações de vigilância massiva e ilegal de cidadãos pela NSA, feitas por Snowden em 2013. Cook reagiu a esse pedido esta quarta-feira, declarando que fazê-lo abre um "precedente perigoso".

Em causa está a investigação ao tiroteio de San Bernardino, levado a cabo pelo americano de ascendência paquistanesa Syed Rizwan Farook com a sua mulher, Tashfeen Malik, em dezembro passado. Cook já garantiu que vai lutar contra o pedido da agência norte-americana em tribunal.