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Internacional

Camiões com comida chegam a populações sírias em risco

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Uma família síria na cidade sitiada de Ghouta, perto de Damasco

Reuters

Em Madaya e noutras cidades sírias cercadas pela guerra, a chegada de camiões com comida e outros bens essenciais devolve a esperança aos habitantes, numa luta diária pela sobrevivência

Camiões com mantimentos estão, finalmente, a chegar às povoações sitiadas sírias onde milhares de pessoas precisam de assistência urgente.

Yacoub el-Hillo, coordenador da ONU para a ajuda humanitária à Síria, disse na quarta-feira à noite que uma força conjunta está a tentar montar um corredor humanitário para ajudar as populações encurraladas pelo conflito que dura há cinco anos.

Pelo menos 100 camiões com comida, água, medicamentos e outro tipo de equipamentos saíram de Damasco com destino às povoações impedidas de aceder a bens de primeira necessidade.

Outros 35 veículos já chegaram a Moadimayet al-Sham, uma cidade ocupada pelos rebeldes e cercada pelas forças de Bashar Al-Assad, nas proximidades da capital síria.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos fez saber que seis camiões também conseguiram entrar em al-Foua e Kafraya, duas cidades cercadas pelo exército sírio desde 2012.

Perto de meia centena de viaturas chegaram entretanto a Zabadani e a Madaya. Esta última, pequena cidade montanhosa a noroeste de Damasco, ficou conhecida pelos relatos dramáticos das últimas semanas, que davam conta de habitantes em risco iminente de morrer à fome.

ONU pede acesso ilimitado aos territórios sitiados

Os Médicos Sem Fronteiras confirmaram que pelo menos 35 pessoas morreram à fome em Madaya desde o início de dezembro de 2015. Mais de 250 sofrem, atualmente, de desnutrição severa.

A ONU pediu acesso ilimitado a todas as áreas sitiadas do território sírio, onde dezenas de milhares de pessoas estão cercadas e sujeitas aos intensos bombardeamentos entre os rebeldes e as forças leiais a Assad. O Governo sírio autorizou a ONU a aceder a apenas sete áreas cercadas pelo exército sírio.

Apesar das dificuldades no terreno, as Nações Unidas continuam a tentar fazer chegar ajuda aos 4,5 milhões de sírios que vivem em zonas de difícil acesso, e aos 400 mil que se encontram em áreas de onde não podem sair.