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Internacional

Bélgica desmente alegado plano do Estado Islâmico para atacar centrais nucleares

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Emmanuel Dunand

Notícia avançada pelo francês “La Dernière Heure” dá conta de um “longo vídeo” recuperado pelas autoridades belgas durante buscas após os atentados de Paris, onde se vê um alto funcionário do Centro de Estudos Nucleares a ser espiado por câmara oculta. Imagens foram encontradas na casa de um dos jiadistas de Molenbeek

Os serviços belgas de combate ao terrorismo têm na sua posse um vídeo de várias horas onde um alto funcionário do Centro de Estudos Nucleares é espiado por uma câmara oculta, alegadamente plantada por militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) em Mol, na Flandres. As imagens foram encontradas pela polícia belga durante as buscas no bairro de Molenbeek, nos arredores de Bruxelas, no rescaldo dos atentados de 13 de novembro em Paris, que provocaram 130 mortos e que foram reivindicados pelo grupo jiadista.

O alto funcionário em questão será um físico que dirige o programa de investigação e desenvolvimento nuclear belga, refere o "Le Monde" esta quinta-feira. A existência do vídeo com "dezenas de horas" foi denunciada esta semana pelo jornal francês "La Dernière Heure", que avançou a possibilidade de o Daesh estar a preparar atentados contra instalações nucleares da Bélgica.

Outras gravações de câmaras de vigilância recuperadas pela polícia belga mostram dois homens, cujas identidades ainda não foram apuradas, a plantar a câmara oculta no meio de arbustos. O vídeo foi encontrado na casa de Mohamed Bakkali, um homem de 26 anos que foi detido por suspeita de liderar a célula jiadista de Molenbeek.

Reagindo à notícia do "La Dernière Heure", as autoridades belgas confirmaram esta quinta-feira a existência do "longo vídeo" de espionagem ao físico belga, afastando contudo a possibilidade de o Daesh estar planear atentados contra centrais nucleares do país e referindo que não há "provas concretas" de que esse tipo de ataques esteja a ser preparado.