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Atentado em Ancara. Turquia promete vingança, Irão pede “frente unida” contra o terrorismo

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STRINGER/ Reuters

“Estes crimes mostram a necessidade de combater de forma conjunta o terrorismo como uma ameaça global”, diz o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, condenando “veementemente” o atentado desta quarta-feira na capital turca

A Turquia "não vai coibir-se de recorrer ao seu direito de autodefesa em qualquer momento, local ou ocasião", após o atentado-bombista que, esta quarta-feira, provocou 28 mortos e 61 feridos em Ancara, declarou o Presidente Recep Tayyip Erdogan. Horas depois, na madrugada desta quinta-feira (hora portuguesa), o Irão juntou-se ao coro de condenações, defendendo a criação urgente de criar uma "frente unida" global de "combate ao terrorismo".

"Estes crimes mostram a necessidade de combater de forma conjunta o terrorismo como uma ameaça global”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Husein Jaberi, citado pela agência oficial IRNA, condenando "veementemente" o atentado de quarta-feira na capital turca. As autoridades dizem que um carro carregado de explosivos foi detonado à passagem de autocarros militares na zona onde se deu o atentado. Ainda nenhum grupo reivindicou esse ataque.

Na quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também condenou o atentado, dizendo esperar que os autores do ataque terrorista sejam rapidamente levados à justiça, indicou o seu porta-voz em comunicado. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional norte-americano, Ned Price, foi o primeiro a reagir à explosão, garantindo que os EUA "estão com a Turquia, um aliado da NATO e um parceiro forte." Vários dos mortos no atentado de quarta-feira eram civis.