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Internacional

Síria acusa Médicos Sem Fronteiras de ser "ramo dos serviços secretos franceses"

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Bashar Yarafi acusou as potências ocidentais de terem iniciado uma campanha para tentar responsabilizar a Síria e a Rússia pelo bombardeamento num hospital no norte do país. O embaixador disse ainda que a responsável pelo o sucedido é a coligação norte-americana

A Síria acusou esta terça-feira a associação Médicos Sem Fronteiras de ser "um ramo dos serviços secretos franceses" e negou ser responsável pelo bombardeamento de um dos seus hospitais no norte do país.

"Temos informação credível de que a coligação norte-americana atacou o hospital", disse esta terça-feira aos jornalistas o embaixador da Síria na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashar Yarafi, que acusou as potências ocidentais de terem iniciado uma campanha para tentar responsabilizar a Síria e a sua associada Rússia do sucedido.

Bashar Yarafi aproveitou para atacar a Médicos Sem Fronteiras (MSF), organização que descreveu como sendo "um ramo dos serviços secretos franceses que operam na Síria".

De acordo com o embaixador, "o referido hospital foi instalado sem consultar previamente o Governo sírio", pelo que a própria organização deve "assumir as consequências" do ocorrido.

A MSF disse que no ataque aéreo ao hospital da localidade de Maarat al Nuaman morreram pelo menos onze pessoas: cinco trabalhadores, cinco pacientes (entre estes um menor) e um acompanhante.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos apontou na segunda-feira a aviação russa como responsável pelo ataque, o que o Kremlin negou.

A ONU revelou na segunda-feira uma série de ataques com mísseis contra meia dúzia de edifícios médicos e educativos, um destes o hospital da MSF, nas províncias de Alepo e Idlib, no norte do país, nos quais morreram cerca de 50 pessoas.