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Internacional

Rússia rejeita acusações de “crimes de guerra” na Síria

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Os bombardeamentos tiveram como alvos um mercado e três edifícios no centro da cidade, afirmou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos

AMMAR ABDULLAH/REUTERS

Porta-voz do Kremlin reage às acusações feitas por França e pela Turquia, relacionadas com os ataques aéreos a hospitais e escolas do noroeste da Síria que provocaram mais de 50 mortos

A Rússia "rejeita categoricamente" as acusações de que cometeu "crimes de guerra" no noroeste da Síria no início desta semana, palavras do porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, que esta terça-feira acusou os que apontam o dedo a Moscovo de "não terem provas para sustentar essas acusações".

As declarações de Peskov surgem horas depois de tanto França como a Turquia responsabilizarem as forças russas pelos bombardeamentos a escolas e hospitais que, esta segunda-feira, terão provocado mais de 50 mortos na província síria de Idlib e arredores, ataques esses que constitutem "crimes de guerra". Um dos ataques destruiu totalmente um hospital gerido pelos Médicos Sem Fronteiras, em Maarat al-Numan.

A Rússia tem estado a apoiar por via aérea as tropas do regime aliado sírio de Bashar al-Assad, que combatem no terreno contra grupos que se opõem ao Presidente e contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh). Desde que deu início à campanha de bombardeamentos, Moscovo tem mantido que não está a atingir a população civil síria, apenas grupos terroristas que atuam no país.

A troca de acusações acontece uma semana depois de o governo russo e os Estados Unidos e seus aliados terem alcançado um plano de cessar-fogo, que deveria começar a ser implementado nas zonas da Síria que mais precisam de ajuda humanitária urgente. Também esta manhã, o Presidente sírio Bashar al-Assad criticou esses planos dizendo que "numa semana não é possível reunir as condições" para aplicar a "cessação de hostilidades" negociada.