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Grécia diz que quatro centros de registo de migrantes e refugiados “estão prontos para os acolher”

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Uma mulher síria estende roupa num campo de refugiados na Grécia.

YANNIS KOLESIDIS/REUTERS

País da UE mais castigado pela crise económica e financeira e pelas consequentes medidas de austeridade está a ser pressionado pelo executivo comunitário para controlar melhor as suas fronteiras

Quatro dos cinco centros “cruciais” de registo de migrantes nas ilhas gregas — por onde a maioria dos refugiados entra na União Europeia vindos da Turquia pelo mar Egeu — “estão prontos para funcionar e acolher refugiados”, anunciou esta segunda-feira o ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, em Atenas.

Os centros vão abrir nas ilhas de Lesbos, Chios, Leros e Samos. O quinto, em Kos, onde uma parte da população ofereceu resistência, estará pronto “dentro de cinco dias”, prometeu Kammenos na conferência de imprensa. Só em janeiro deste ano, quase 70 mil pessoas chegaram à Grécia fugindo de guerras e da fome no Médio Oriente e no continente africano, buscando refúgio na Europa.

Na sexta-feira, já depois de a Comissão Europeia declarar que encerrar o espaço Schengen para impedir a entrada e a movimentação de refugiados dentro do espaço livre europeu teria custos exorbitantes para os estados-membros da UE, o executivo europeu deu três meses à Grécia para controlar melhor as suas fronteiras.

Apesar de muitos gregos defenderem o apoio e integração dos refugiados, uma faixa da população, sobretudo nas ilhas que servem de porta de entrada às pessoas desesperadas, tem-se manifestado contra a abertura destes centros de registo.