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“Incidente com laser” força avião a regressar a Londres após descolagem

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JEFF PACHOUD

Companhia aérea Virgin Atlantic está a trabalhar com as autoridades britânicas para descobrir o autor do “ataque com laser”, que poderá ser condenado a prisão sob uma nova lei do Reino Unido aprovada em 2010

Um avião que partiu na noite deste domingo do aeroporto de Heathrow, em Londres, com destino a Nova Iorque, foi forçado a regressar à base pouco depois de ter descolado, após um raio laser ter sido apontado na sua direção, indicou esta segunda-feira um porta-voz da Virgin Atlantic, companhia detentora do aparelho envolvido no incidente.

Um operador de tráfego aéreo irlandês foi alertado por um membro da tripulação para "um problema médico com um dos pilotos após um incidente com laser que aconteceu pouco depois da desolagem", avançou a fonte, citada pela BBC. O avião da Virgin Atlantic sobrevoava a Irlanda quando recebeu a indicação para voltar para trás. A bordo do voo seguiam 252 passageiros e 15 tripulantes.

As autoridades britânicas confirmaram o incidente no Twitter, batizando-o de "laserstrike" ("ataque com laser", numa tradução livre), com a Virgin Atlantic a dizer que já está a trabalhar com a polícia para apurar o responsável por esse "ataque".

Uma nova lei introduzida no Código Penal britânico em 2010 prevê penas para quem "apontar luzes a aviões em funcionamento para atordoar o piloto".