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Expresso

Internacional

Hospital dos Médicos Sem Fronteiras destruído em bombardeamentos na Síria

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BERTRAND GUAY

Organização não-governamental ainda não avançou se há mortos ou feridos resultantes do ataque, o terceiro a atingir instalações dos MSF em teatros de guerra no espaço de seis meses. Grupo que monitoriza guerra da Síria fala em pelo menos nove mortos e aponta o dedo à Rússia

Um hospital localizado no noroeste da Síria sob gestão dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi destruído num ataque aéreo, avança esta segunda-feira a BBC. A ONG ainda não confirmou se esse bombardeamento provocou vítimas nem apontou para já responsabilidades pelo ataque ao hospital de Maarat al-Numan.

Um grupo que monitoriza a guerra civil na Síria, que o canal britânico não identificou, avança que pelo menos nove pessoas morreram e que foram as forças russas as responsáveis pelo ataque — que acontece dias depois de Moscovo e o Ocidente terem alcançado um acordo de cessar-fogo para a Síria.

Esta é a terceira vez em meio ano que hospitais dos MSF são atingidos por bombardeamentos em países em guerra, depois de um ataque "por engano" dos EUA ao hospital de Kunduz, no Afeganistão, ter provocado 30 mortos e de, nesse mesmo mês, um hospital gerido pela organização médica sem fins lucrativos ter sido atingido por bombardeamentos sauditas no Iémen.

Quase meio milhão de pessoas já morreram em cinco anos de guerra civil na Síria, com mais de 11 milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria e refugiadas em todo o mundo por causa do longo conflito entre o regime de Bashar al-Assad e grupos opositores, bem como pelo surgimento em força na Síria do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) que, em junho de 2014, anunciou a instalação de um califado na região.