Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Egito anula condenação a 15 anos de polícia que assassinou manifestante em 2015

  • 333

Shaima morreu na rua, amparada por outros manifestantes, e o caso provocou uma onda de indignação que ultrapassou as fronteiras do Egito

EMAD EL-GEBALY/GETTY IMAGES

Shaima el Sabag, uma ativista de esquerda que participava numa marcha nas ruas do Cairo, morreu amparada por colegas e as fotografias da sua agonia transformaram-na num símbolo da brutalidade policial. Processo vai ser de novo apreciado

O Supremo Tribunal de Justiça do Egito anulou a sentença de 15 anos de prisão a que tinha sido condenado, em junho de 2015, o polícia que matou uma manifestante no Cairo, meses antes. Shaima el Sabag, uma ativista de esquerda que participava numa marcha nas ruas da cidade, a 24 de janeiro, foi assassinada a tiro e à queima-roupa por Yasin Mohamed Hatem.

Segundo a decisão do Supremo, que teve em conta o facto de a manifestação não estar autorizada, o processo será novamente apreciado por um novo tribunal penal.

O advogado de Mohamed Hatem argumenta que a marcha em que participava Shaima, organizada pela Aliança Popular Socialista nas vésperas do quarto aniversário da revolta que levou à saída do poder de Hosni Mubarak, se realizou em “circunstâncias excecionais”, recorda o “El Mundo”. O agente, diz a sua defesa, não teve nunca a intenção de matar qualquer manifestante, tendo o incidente “resultado da sua inexperiência” profissional.

As fotografias de Shaima, 33 anos, agonizante e amparada por outros manifestantes em plena rua, correram o mundo e motivaram uma onda de indignação que atravessou fronteiras e a tornou um símbolo da brutalidade policial.