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Internacional

Chefes da diplomacia da UE debatem Brexit e situação explosiva na Síria

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DESTRUIÇÃO. Civis procuram sobreviventes num bairro de Aleppo após os raides da aviação russa

ABDALRHMAN ISMAIL /REUTERS

Acordo de combate às alterações climáticas também está na agenda dos 28 ministros dos Negócios Estrangeiros na cimeira desta segunda-feira em Bruxelas

O governo de David Cameron leva esta segunda-feira à cimeira de chefes da diplomacia da União Europeia, em Bruxelas, uma mensagem relativamente simples: não está no interesse de ninguém que os britânicos abandonem o bloco europeu, porque isso terá repercussões negativas para os restantes 27 Estados-membros da UE. Tal não será mentira, considerando que o Reino Unido é a segunda maior economia europeia. E Philip Hammond, o responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros do governo conservador britânico, vai à capital belga com a segurança de que as recentes negociações entre Cameron e Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, lhes trouxeram, pondo o país mais próximo de chegar a um acordo de reformas da União Europeia que impeça o referendo à chamada Brexit.

Este será um dos pontos de discussão na cimeira que tem lugar esta segunda-feira entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, num encontro no qual abordarão ainda a situação crítica na Síria e a “diplomacia do clima”, à luz das conferências celebradas recentemente em Londres e em Paris.

No seguimento da Conferência de Paris sobre o Clima, os chefes de diplomacia, entre os quais o ministro português Augusto Santos Silva, “debaterão formas de assegurar a continuidade dos esforços conjuntos das diplomacias europeias que se revelaram instrumentais para a obtenção do acordo na COP 21 em Paris”, refere uma nota do ministério dos Negócios Estrangeiros esta manhã.

Outro assunto que volta a provar-se incontornável na cimeira de diplomacia europeia é a Síria, com os 28 a fazerem um balanço da conferência de doadores internacionais para a Síria, que teve lugar em Londres a 4 de fevereiro, e dos esforços da União Europeia e dos seus Estados-membros para a estabilização do país e da região, numa altura em que a guerra civil que já provocou quase meio milhão de mortos e milhões de deslocados e refugiados está prestes a entrar no sexto ano consecutivo.