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Bósnia-Herzegovina pede formalmente para pertencer à União Europeia

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JEWEL SAMAD

Ex-república jugoslava, ultrapassada pelos parceiros dos Balcãs, tem de implementar reformas na economia, Justiça e Direitos Humanos para que o processo de adesão possa avançar

A Bósnia-Herzegovina apresentou oficialmente esta segunda-feira o pedido de adesão à União Europeia, um mês depois de se discutir nos corredores de Bruxelas que o país dos Balcãs que integrou a extinta República da Jugoslávia não está preparado para integrar o bloco.

Para que o processo de adesão bósnia possa começar o país terá de acelerar reformas prometidas no passado, para evitar que esse processo se prolongue por vários anos, à semelhança do que tem acontecido com o caso da Turquia.

“2016 será um ano difícil”, admitiu o Presidente em exercício da presidência colegial da Bósnia, Dragan Covic, numa cerimónia em Bruxelas, na qual apresentou o pedido oficial de adesão do país. Covic admite que será um processo longo e defende a necessidade de modernização da economia como forma de acelerar a acessão à UE.

Um relatório da União Europeia de novembro do ano passado sobre a convergência de políticas da nação balcânica com os padrões europeus deixou claro que a Bósnia ainda tem muito trabalho pela frente para respeitar esses padrões, incluindo encetar reformas urgentes no sector judiciário e na economia, por forma a criar mecanismos de combate à corrupção, e dar mais garantias de proteção dos direitos humanos e da liberdade de expressão.