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Antigo primeiro-ministro de Israel começa a cumprir 19 meses de prisão

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Heidi Levine/Reuters

Ehud Olmert é o primeiro chefe de governo israelita a ser condenado a prisão, depois de condenado em março de 2014 por ter aceitado subornos num controverso projeto imobiliário em Jerusalém

Ehud Olmert torna-se oficialmente esta segunda-feira o primeiro chefe de governo de Israel a cumprir pena de prisão, no âmbito da sentença de 19 meses ditada num caso de suborno e obstrução à Justiça.

Horas antes de dar entrada na prisão especial de Ma’asiyahu, perto de Telavive, o antigo primeiro-ministro israelita voltou a rejeitar as acusações pelas quais foi acusado. "Quando era primeiro-ministro", disse numa mensagem de vídeo, "foi-me confiada a mais alta responsabilidade de garantir e proteger a segurança dos cidadãos de Israel, e hoje sou eu que está prestes a ser posto atrás de grades".

Admitindo "alguns erros", Olmert garantiu que não cometeu qualquer crime e negou ter aceitado subornos enquanto primeiro-ministro (2006-2009). "A vida oferece-me hoje um teste nada simples. Enfrento-o com grande tristeza."

O político de 70 anos — que foi membro do partido conservador Likud do atual primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, antes de criar o seu próprio partido, o Kadima, em 2006 — foi condenado em março de 2014 por ter aceitado subornos num controverso projeto imobiliário em Jerusalém, a cidade que israelitas e palestinanos dizem ser a sua capital. As acusações referem-se a um caso que remonta à época em que Olmert era autarca de Jerusalém e ministro da Indústria, anos antes de ter sido eleito para chefiar o governo hebraico.

Olmert foi inicialmente condenado a seis anos e oito meses de prisão, mas em dezembro o tribunal de recurso reduziu a sentença para 19 meses. Por causa das acusações, Olmert viu-se forçado a resignar à chefia do governo em 2009.