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Síria. EUA e Rússia criam plano para fim da violência e ajuda humanitária

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O acordo alcançado entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, visa colocar fim à violência no prazo de uma semana, através de um plano sob a égide das Nações Unidas

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, avaliaram este sábado um plano para aplicar numa semana que cesse a violência na Síria e possibilite a distribuição de ajuda humanitária.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby, a reunião entre os dois responsáveis decorreu à margem da conferência sobre segurança realizada em Munique, na Alemanha.

Na sexta-feira, os países que estão a participar na conferência chegaram a um acordo para colocar fim à violência naquele país árabe no prazo de uma semana, através de um plano sob a égide das Nações Unidas, com um grupo de trabalho de presidência partilhada pelos Estados Unidos e a Rússia.

Kerry e Lavrov "delinearam planos para organizar as tarefas essenciais do grupo de trabalho encarregue de desenvolver modelos para cessar as hostilidades na Síria", indicou o porta-voz norte-americano.

Ambos sublinharam a necessidade de levar "ajuda o mais rapidamente possível" às zonas sitiadas e identificadas pelas Nações Unidas como as mais carentes de auxílio, nomeadamente as zonas rurais de Damasco, como Moadamiyeh, e as localidades de Madaya e Kafr Batna.

Também as localidades de Fouah, Kafrayah e Deir ez Zor, estão há muito tempo sediadas pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

No Grupo Internacional de Apoio à Síria participam ainda a Turquia, o Irão, a Arábia Saudita, Catar, Egito, França, Alemanha e Reino Unido.

Apesar dos acordos, a Rússia e os Estados Unidos mantêm diferenças substanciais sobre o conflito sírio, sendo que Washington diz que, com o apoio aéreo russo, o exército do Presidente Bashar al-Assad está a bombardear a oposição moderada ao regime sírio, enquanto Moscovo assegura que os seus ataques se dirigem apenas contra "terroristas".