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Colónia. Ataques a mulheres não foram realizados por grupo de refugiados

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MAJA HITIJ

Ao contrário do que foi dito, abrindo um intenso debate sobre a política de asilo no país, apenas três dos envolvidos nos ataques registados na madrugada da passagem de ano são refugiados

Ao contrário do que foi afirmado na altura dos acontecimentos, não foram refugiados sírios os autores das agressões a várias centenas de mulheres em Colónia, por ocasião da passagem de ano.

Em entrevista ao jornal “Die Welt”, o procurador da cidade afirmou que a investigação apurou que os ataques cometidos, sobretudo, junto da estação de comboios, partiram na sua maioria de cidadãos argelinos e marroquinos, a viverem na Alemanha há vários anos.

Em concreto, as autoridades identificaram 58 agressores. Três são alemães e apenas outros três são refugiados. Ou seja, 55 não são refugiados de todos e, sendo estrangerios, vivem na Alemanha há vários anos.

O procurador Ulrich Bremer corrigiu ainda a natureza dos ataques, descritos como agressões sexuais, mas que, na sua maioria, foram afinal roubos. Das 1054 queixas recebidas, 600 foram assaltos, precisou, explicando que foram já interrogadas 300 pessoas e analisadas quase 600 horas de gravações vídeo.

Os ataques da passagem de ano abriram uma intensa discussão no país sobre a política de asilo, tendo feito aumentar a pressão sobre a chanceler Angela Merkel para estabelecer um limite de entradas para refugiados na Alemanha.

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