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A Guerra Fria acabou em 1989. Primeiro-ministro russo diz que pode voltar

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Dmitri Medvedev assinou hoje os decretos que reconhecem as independências

Misha Japaridze

Com a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, uma esperança de paz tomou conta do mundo. Era o fim de um clima de tensão entre os os EUA e a União Soviética que durou 44 anos. Agora, Dmitri Medvedev, diz que está no ar uma “política de inimizade da NATO em relação à Rússia”

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, disse este sábado que as relações entre a Rússia e o Ocidente entraram numa “nova Guerra Fria. Podemos dizer as coisas claramente: deslizámos para um período de uma nova Guerra Fria”, declarou Medvedev numa conferência sobre segurança a decorrer na cidade alemã de Munique.

O conflito na Ucrânia e o apoio de Moscovo ao regime sírio agravaram as relações entre Moscovo e o chamado bloco ocidental. Para Medvedev, "o que resta é uma política de inimizade da NATO em relação à Rússia. Quase todos os dias, somos acusados de fazer novas ameaças terríveis contra a NATO como um todo, contra a Europa ou contra os Estados Unidos ou outros países".

Medvedev criticou também o alargamento da NATO e da influência da União Europeia a países europeus que integraram a antiga União Soviética desde o fim da Guerra Fria. Recorde-se que a expressão Guerra Fria foi usada pelos dois blocos para designar um período de tensão política e militar entre os blocos liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética, entre o fim da II Guerra Mundial e a queda do muro de Berlim, em 1989.