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Visto do espaço, o planeta parece doente e muito, muito frágil

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D.R.

A preocupação de Scott Kelly tem razão de ser: é o astronauta mais experiente dos Estados Unidos

O planeta está doente. O aviso não é novo, é verdade, mas desta vez é feito pelo astronauta mais experiente dos Estados Unidos e também o que mais tempo passa a olhar para a terra - e o balanço não é nada positivo.

Scott Kelly está no seu 501º dia no espaço, sendo que 321 foram passados na sua nave de forma consecutiva. Quase a voltar para terra - a missão que está a cumprir atualmente termina em março -, o astronauta falou à CNN sobre o estado da atmosfera terrestre.

"Eu diria que partes da Ásia e da América Central parecem doentes. Quando olhas para elas desde o espaço, estás a olhar através de uma camada de poluição", explica, defendendo que a atmosfera da terra parece "muito, muito frágil e fina".

Esclarecendo que este é um problema "que tem de ser resolvido", o astronauta acrescenta que é frequente ver ciclones e fenómenos climáticos diversos em localizações atípicas.

No fim da missão que desempenha atualmente, Scott Kelly terá de comparar a sua saúde física e mental com a do seu irmão gémeo Mark, um astronauta reformado, como forma de testar o impacto da falta de gravidade na densidade óssea, visão, sangue, coração e células, assim como o impacto psicológico no stress e nas funções cognitivas, detalha a CNN.

Scott Kelly poderá revelar mais pormenores da sua longa estada no espaço a 1 de março, quando aterrar ao lado do astronauta russo Mikhail Kornieko, que o acompanhou quando a expedição começou, a 27 de março do ano passado. Até lá, quem gosta de pensar no que está além da terra pode deliciar-se com as imagens que Scott publica no Twitter.