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Internacional

Republicanos tentaram travar libertação de prisioneiros americanos no Irão?

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Jason Rezaian, correspondente do "Washington Post" em Teerão, com a mulher, Yeganeh Saheli

STRINGER/EPA

É o que diz a agência semioficial Tasnim, citando um secretário do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irão

Um oficial iraniano diz que os "republicanos rivais da atual administração dos Estados Unidos" tentaram adiar a libertação de quatro prisioneiros norte-americanos até às vésperas das eleições presidenciais norte-americanas, que se disputam a 8 de novembro. A notícia foi avançada pela agência semioficial iraniana Tasnim, citando o discurso que Ali Shamkhani, secretário do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irão, proferiu esta quinta-feira durante um evento político na cidade de Yazd.

"No decurso das conversas para a troca de prisioneiros, os rivais republicanos da atual administração dos EUA, que se dizem humanitários e defensores dos Direitos Humanos, enviaram-nos uma mensagem a dizers para não libertarmos aquelas pessoas e manter o processo [de negociações] até à véspera das eleições presidenciais", denunciou Shamkhani nas celebrações do 37.º aniversário da Revolução Islâmica. "Contudo, agimos de acordo com a nossa vontade independente e avançámos com o processo", acrescentou o oficial.

O jornalista do "Washington Post" Jason Rezaian foi um dos quatro cidadãos norte-americanos libertados em troca de sete iranianos que os EUA mantinham detidos no seu território. O cumprimento desse acordo, a 16 de janeiro deste ano, aconteceu horas antes de entrar oficialmente em vigor o histórico acordo para o programa nuclear iraniano firmado pelas autoridades de Teerão e pelo chamado P5+1 (Rússia, China, Estados Unidos, Reino Unido, França e a Alemanha) em julho do ano passado.