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Donald Trump critica o Papa por rezar com mexicanos na fronteira

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GRETCHEN ERTL / Reuters

O bilionário que diz querer construir um muro para afastar os emigrantes considera que Francisco é “muito político”

Luís M. Faria

Jornalista

Donald Trump não gostou de saber que o Papa Francisco, durante a sua estadia no México que começa esta sexta-feira (e a caminho da qual se encontrará em Cuba com Cirill II, Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa), vai visitar áreas junto à fronteira e rezar com gente humilde. “O México conseguiu que ele o fizesse porque querem manter a fronteira como está porque estão a ganhar uma fortuna com isso, e nós a perder”, disse o empresário ontem uma entrevista à Fox Business.

Segundo Trump, “o Papa é uma pessoa muito política. Acho que ele não compreende os problemas que o nosso país tem. Acho que não compreende o perigo da fronteira aberta que temos com o México”.

O Papa Francisco tem apelado à solidariedade com os refugiados e os emigrantes, em especial as crianças que viajam sozinhas – das quais há dezenas de milhares oriundas da América Latina – e criticado os países que se fecham sobre si mesmos. Em relação ao México, disse há pouco mais de uma semana: “O México da violência, o México do tráfico de drogas, o México dos cartéis, não é o México que a nossa Mãe quer”.

Na sua campanha pela nomeação republicana às eleições presidenciais, Trump tem defendido o fim de toda a emigração ilegal para os EUA e promete construir um muro na fronteira com o México, que este último país seria “convencido” a pagar.

Quanto ao Papa, considerou que era “um bom tipo”, mas disse que se alguma vez ele lhe quiser falar dos males do capitalismo, o avisa que o Estado Islâmico quer invadir o Vaticano.