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China acusa “radicais separatistas” de desestabilizarem Hong Kong

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Anthony Kwan/Getty

Foi a primeira vez que o regime chinês falou sobre os acontecimentos do início desta semana na região administrativa, na pior noite de violência registada em Hong Kong desde a revolução dos guarda-chuva

O governo chinês acusou esta sexta-feira “organizações radicais separatistas” de organizarem os distúrbios em Hong Kong que, na madrugada desta segunda-feira, a primeira noite do Ano Novo Lunar, geraram 124 feridos e 37 detidos.

Em comunicado, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hong Lei, acusou uma multidão de criar barricadas nas ruas, de atear fogos e de atacar a polícia e os seus veículos — ferindo 89 agentes e vários jornalistas — classificando os apoiantes do movimento #fishballrevolution de serem "radicais".

No documento, o responsável de Pequim defendeu ainda a atuação da polícia e do governo da região especial administrativa, após críticas por um agente da polícia ter disparado balas verdadeiras para o ar em sinal de aviso.

Na noite de segunda para terça-feira, centenas de pessoas mobilizaram-se nas ruas de Hong Kong em apoio aos vendedores ambulantes que enfrentam despejo pelas autoridades da região, naquela que foi a pior noite de violência ali registada desde a chamada revolução dos guarda-chuva em 2014.