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Internacional

Motim em prisão do México acaba com 52 mortos e prisioneiros em fuga na véspera da visita do Papa

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DANIEL BECERRIL

Rixa entre cartéis terá começado o conflito. Caso acontece numa altura em que o país se prepara para receber Francisco

Alberto Conceição

Um motim na prisão de Topo Chico em Monterrey, no México, fez esta madrugada 52 mortos e 12 feridos. A informação foi confirmada pelo governador do estado de Nuevo León, onde fica o estabelecimento prisional. Jaime Rodríguez Calderón disse que “tudo começou às 23h30 [5h30 em Lisboa] numa rixa entre dois cartéis” e falou em confrontos brutais. Todas as 52 vítimas eram homens que ainda estão a ser identificadas. Cinco dos 12 feridos estão em estado grave. Entre as vítimas constam reclusos e funcionários daquele estabelecimento prisional.

A situação agravou-se quando um grupo de prisioneiros provocou um incêndio para distrair os guardas prisionais e permitir desta forma a fuga de outros reclusos. Os meios de comunicação locais asseguraram que vários presos conseguiram fugir da prisão de Topo Chico, mas o número exato dos fugitivos ainda é desconhecido. Segundo vários testemunhos citados pela imprensa local, no exterior do estabelecimento prisional foram ouvidas explosões e gritos dos detidos.

O incidente é o último de uma série de motins mortais e é consequência da sobrelotação de reclusos em prisões mexicanas. Em 2013, pelo menos 13 pessoas morreram e 65 ficaram feridas num motim na prisão estatal San Luis Potosí, que teve como causa um conflito entre gangues. Em 2012, 44 prisioneiros morreram na prisão de Apodaca, também em Nuevo León, e 30 reclusos conseguiram fugir depois de um conflito entre cartéis.

O Papa Francisco começa esta sexta-feira uma visita ao México, que inclui, na próxima semana, uma passagem pela prisão na cidade fronteiriça de Ciudad Juárez, que chegou a ser uma das prisões mais violentas do mundo.