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Internacional

Ex-guarda de Auschwitz começa a ser julgado pela morte de 170 mil pessoas

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BERND THISSEN

Reinhold Hanning recebia prisioneiros no campo de concentração nazi na Polónia ocupada e poderá ter sido ele a escoltar milhares de judeus para as câmaras de gás

Um antigo soldado das Waffen-SS que trabalhou como guarda no campo de concentração de Auschwitz começou a ser julgado esta quinta-feira na Alemanha, pelo envolvimento no homicídio de pelo menos 170 mil pessoas às mãos dos nazis naquela prisão.

A procuradoria alemã diz que Reinhold Hanning, agora com 94 anos, era responsável por receber as centenas de milhares de judeus e membros de outras minorias que eram enviados para o campo de concentração na Polónia ocupada, colocando ainda a hipótese de Hanning ter também escoltado muitas dessas pessoas para a morte nas câmaras de gás. O alemão já admitiu que trabalhava como guarda em Auschwitz, mas nega ter participado no homicídio em massa perpetrado pelo regime nazi.

Dada a avançada idade dos sobreviventes daquela era, é provável que o julgamento de Hanning, que decorre na cidade de Detmold, seja um dos últimos no âmbito dos crimes de guerra e contra a Humanidade executados pela Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial. Só em Auschwitz, estima-se que mais de um milhão de pessoas tenham sido mortas, na sua maioria judeus.

Hanning trabalhou como guarda nesse campo de concentração entre 1943 e 44, numa altura em que centenas de milhares de judeus húngaros foram enviados para aquela prisão para serem executados.