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EUA prestes a aprovar sanções mais duras à Coreia do Norte

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O lançamento do foguetão de longo alcance, que transporta o que Pyongyang diz ser um satélite de observação da Terra, foi lançado às primeiras horas da madrugada deste domingo.

KYODO/Reuters

Fonte militar de Seul confirma envio de submarino norte-americano de propulsão nuclear para a península coreana após suspeitas de que Pyongyang lançou míssil de longo alcance

O Senado norte-americano, câmara alta do Congresso dos Estados Unidos, aprovou na quarta-feira à noite, madrugada desta quinta-feira em Portugal, um projeto de lei para impor novas sanções à Coreia do Norte, em resposta ao alegado lançamento de um míssil, no domingo, pelo regime de Pyongyang. A votação aconteceu apesar de a Coreia do Sul parecer ter confirmado a versão de Pyongyang, que garantiu não se tratar de um míssil mas de um satélite de observação terrestre que, entretanto, já está em órbita.

O plano de sanções, mais duro do que o aprovado em janeiro pela Câmara dos Representantes, foi aprovado por unanimidade pelos senadores, juntando-se assim às novas sanções impostas pela ONU na sequência do lançamento de domingo. O projeto de lei será agora examinado na câmara baixa do Congresso antes de ser enviado para a Casa Branca, que ainda não indicou, até agora, se o apoiará.

A votação foi acompanhada de uma notícia a dar conta de que os Estados Unidos enviaram para as águas que banham a península coreana um submarino de propulsão nuclear, que tem a capacidade para transportar mísseis de cruzeiro Tomahawk e até 48 torpedos. Fonte militar sul-coreana disse à agência Yonhap que o USS North Carolina, um submarino com mais de oito anos de serviço e cuja velocidade cruzeiro é de 46 km/h, "já está a caminho da Coreia da Sul". A informação ainda não foi oficialmente confirmada pelos EUA.

Coreia do Sul retira cidadãos do Norte

Também na sequência do suspeito lançamento de mísseis pelo regime norte-coreano, as autoridades do Sul começaram esta madrugada a repatriar os seus cidadãos que trabalham no complexo de Kaesong, na Coreia do Norte, depois de decidir suspender a atividade da zona industrial conjunta.

“Esperamos que dentro de uma semana, aproximadamente, todos os sul-coreanos do complexo de Kaesong tenham regressado a casa”, disse à agência Efe uma representante do Ministério da Unificação.

A Coreia do Sul ordenou, esta quarta-feira, de forma unilateral, a suspensão das operações do complexo industrial de Kaesong, o único projeto conjunto das duas Coreias, como resposta ao lançamento de um míssil de longo alcance, no passado domingo, por Pyongyang, considerado pela comunidade internacional como um teste de mísseis balísticos encoberto. A Coreia do Norte continua a garantir que se tratou apenas do lançamento de um satélite de observação terrestre.

Reagindo à decisão do Sul, o regime norte-coreano ordenou que todos os sul-coreanos deixem imediatamente Kaesong, anunciando o confisco de todo o material deixado no complexo. O anúncio foi feito pelo Comité para Reunificação Pacifica da Coreia do Norte e avançado pela agência oficial norte-coreana KCNA.