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Colombiano inventa prótese para crianças feita em Lego

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Oriundo de um país onde há muitos mutilados, quis fazer algo para ajudar as crianças

Luís M. Faria

Jornalista

Uma prótese para crianças feita em Lego venceu o grande prémio do fórum Netexplo, um evento organizado em Paris pelo observador com o mesmo nome, e que visa ajudar promover a criatividade digital, em ligação com vinte universidades em 15 países diferentes.

Criada pelo engenheiro colombiano Carlos Artur Torres, a prótese é instalada no braço. Os sensores ficam ligados ao coto, e acrescentam-se módulos que podem ser trocados para permitir fazer coisas diferentes: construir uma nave espacial, operar um jogo vídeo ou um telescópio... O vídeo de demonstração dá ideia que os resultados podem realmente ser divertidos, tanto para a criança com a prótese como para as outras que brincam com ela.

Para Torres, que está ligado ao Instituto de Design Imea (na cidade sueca do mesmo nome) e desenvolveu o projeto no Future Lab da Lego, o objetivo "não foi fazer uma prótese tradicional, mas propor um sistema que fosse suficientemente flexível para os miúdos usarem, desmontarem e criarem por si próprios e com os seus amigos". Diz que a ideia nasceu do encontro, num centro de reabilitação, com um menino de 8 anos que fez o desenho de um robot auto-suficiente. E também de se ter apercebido do potencial da Lego para favorecer conexões sociais.

Oriundo de um país onde uma guerra muito longa tem deixado mutiladas milhares de pessoas, incluindo crianças, ele espera conseguir aliviar esse sofrimento. "Tem de haver o equilíbrio certo entre uma experiência lúdica e algo funcional".

Se conseguir que a sua invenção seja produzida à escala industrial, prevê que o preço ande pelos cinco mil dólares (4416 euros). Cada soquete - a parte que terá de ser trocada de vez em quando - custará uns mil dólares (883 euros). Isso torna-se possível hoje em dia graças à tecnologia de impressão 3D e à utilização de materiais baratos.