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Internacional

Bangladesh confirma pena de morte para três terroristas

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Mufti Abdul Hannan, líder do grupo Harkat-ul Jihad Islami, é escoltado pela polícia depois de uma audição num tribunal a 23 de junho de 2014

STR/GETTY IMAGES

O Tribunal da Relação chumbou o recurso dos membro do grupo Huji e reconfirmou a sentença proferida em 2008. Réus podem ainda apelar para o Supremo Tribunal de Justiça

Alberto Conceição

Um tribunal do Bangladesh confirmou a pena de morte para três membros de um grupo islamita, ligados a um ataque com granada que vitimou um embaixador inglês em 2004. O veredito surge depois de os acusados terem recorrido da decisão do tribunal de primeira instância, que os condenou também à morte.

Os três islamitas, incluindo o líder do grupo Harkat-ul Jihad Islami (Huji), conheceram a sentença em 2008 depois de terem levado a cabo um ataque em que morreram 3 pessoas e 17 ficaram feridas, incluindo o alto comissário britânico no país da altura, Anwar Choudhury. O diplomata ficou ferido no ataque de 21 de maio de 2004, quando visitava o santuário Hazrat Shahjalal na cidade de Sylhet. O grupo Huji disse que o ataque foi uma retaliação pelos muçulmanos mortos no Iraque e noutros países por soldados britânicos e americanos.

O grupo é acusado de várias outras atentados, incluindo um ataque à bomba, também em 2004, durante uma ação de campanha de Sheikh Hasina, que era na altura líder da oposição. 23 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas. Hasina, que é hoje o primeiro-ministro do Bangladesh, perdeu parcialmente a audição nesse ataque.

A decisão do tribunal surge numa altura em que aumentam os receios sobre o crescimento de grupos islamitas organizados num país maioritariamente muçulmano. No ano passado, o Bangladesh conheceu uma onda de ataques contra escritores seculares, membros de minorias religiosas e estrangeiros no ano passado.

A decisão ainda pode ser alvo de recurso e encaminhada para o Supremo Tribunal de Justiça.